Por que o nome do frete no pedido bagunça o seu ERP (e como resolver na Shopify)

Todo pedido da Shopify chega ao ERP com uma linha de frete: um nome e um valor. O Bling, o Tiny e a maioria dos ERPs brasileiros usam esse nome como chave. A primeira vez que aparece “SEDEX”, eles criam a forma de envio “SEDEX”. Da segunda vez, reconhecem. Simples.
O problema começa quando o nome não é fixo.
Três jeitos de explodir o cadastro de formas de envio
Data no nome. Muita loja quer mostrar “SEDEX - chega 22/07” no checkout, porque converte melhor do que “5 dias úteis”. Se a data vai no nome do serviço, cada dia gera um nome novo. Em um mês são 30 “SEDEX” diferentes no ERP.
Campanha no nome. “Frete Grátis Black Friday” substituindo o nome do serviço. O cliente vê a campanha, o ERP recebe um método de envio chamado “Frete Grátis Black Friday” e não sabe se é Correios ou Jadlog. Alguém vai abrir o pedido pra descobrir.
Grupo no nome. Agrupar fretes em “Econômico” e “Expresso” é ótimo pro checkout: em vez de cinco serviços parecidos, o cliente escolhe entre dois. Mas “Econômico” hoje é Jadlog e amanhã é Correios, dependendo de quem cotou mais barato. O ERP vê sempre “Econômico”. A transportadora real sumiu.
Nos três casos o sintoma é o mesmo: o cadastro de formas de envio do ERP vira uma lista sem fim, o mapeamento pra emissão de etiqueta ou NF-e quebra, e alguém da operação passa a corrigir pedido a pedido.
O que a Shopify oferece pra resolver
O pedido da Shopify tem mais campos do que a linha de frete. Existem os atributos do pedido, um conjunto de pares nome/valor que aparecem no admin, no JSON do pedido, na API e no Liquid. É o lugar certo pra dado variável: não mexe no nome do frete e chega no ERP junto com o resto.
A regra prática fica assim:
- Nome do serviço: fixo e curto. “SEDEX”, “Jadlog Package”, “Econômico”. Só isso.
- O que varia: data, campanha, transportadora real por trás do grupo. Vai pra descrição (a segunda linha que o cliente vê no checkout) e pros atributos do pedido.
Como o Cota Frete faz
Duas coisas, sem configuração:
- Nunca mexe no nome do serviço. A data e o nome da campanha vão pra segunda linha do frete , que a Shopify mostra embaixo da opção. O cliente vê “Frete Grátis · Estimativa de entrega 22/07”; o ERP recebe “SEDEX”.
- Grava os dados no pedido. A cada pedido, o app escreve
cotafrete_transportadora,cotafrete_servico,cotafrete_codigo_servico,cotafrete_previsao_entregaecotafrete_descontocomo atributos. Com agrupamento ativo, é ocotafrete_transportadoraque diz quem entrega aquele “Econômico”. Detalhes em Como identificar a transportadora do pedido no ERP .
O cotafrete_codigo_servico é o campo pra mapear no ERP. É gerado pelo app e nunca muda pra um mesmo serviço, diferente do nome, que a transportadora ou você podem renomear.
E não é só pro ERP. Os mesmos atributos chegam pela API e pelo Liquid, então dá pra mostrar ao cliente, na página do pedido ou no e-mail de confirmação, “seu pedido vai pela Jadlog, previsão de entrega 27/08”, sem depender do nome do frete.
Se você usa outro app de cotação
Vale conferir duas coisas antes de culpar o ERP:
- Abra três pedidos do mesmo serviço em dias diferentes e compare o nome do frete. Se mudou, a data ou a campanha estão indo pro nome.
- Se você usa agrupamento ou nomes próprios, veja se em algum lugar do pedido dá pra saber a transportadora real. Se não dá, o ERP também não sabe.
E se estiver migrando de app: o cadastro de formas de envio do ERP não se limpa sozinho. Depois que o nome do frete estabiliza, vale uma passada pra arquivar as dezenas de variações antigas.
Última atualização: agosto de 2026