Por que não cobramos por cotação

Por que não cobramos por cotação

Uma pergunta que aparece com frequência no atendimento: “o plano tem limite de cotações?”. A resposta é não, em nenhum plano, e este artigo explica por quê. Não é promoção nem decisão de marketing. É consequência direta de uma escolha de arquitetura: o Cota Frete não fica no meio da cotação, então não tem o que medir.

De onde vem a cobrança por cotação

Muitos apps de frete cobram por volume: uma franquia de consultas por mês, excedente acima disso, ou um valor por pedido cotado. Pra entender por que isso existe, vale olhar como esses apps funcionam por dentro.

Quando o app intermedeia a cotação, ele mesmo consulta a transportadora em nome de todas as lojas, com a conta dele. Cada consulta tem custo de infraestrutura e, em alguns modelos, custo de API cobrado pelo parceiro. Faz sentido, nesse desenho, repassar por uso. O app está pagando por cotação, então cobra por cotação.

Não é um modelo errado. É um modelo coerente com uma arquitetura específica.

Como o Cota Frete cota

O Cota Frete faz diferente: a cotação sai da sua conta, não da nossa.

Se você tem contrato com Total Express, a consulta vai pra API da Total Express com as suas credenciais, e a tarifa que volta é a que você negociou. Se você usa Correios com tabela balcão, a consulta vai pros Correios. Se você opera pela conta do Melhor Envio, da Frenet ou da Intelipost, a consulta vai pro gateway com o seu acesso.

Em nenhum desses casos o Cota Frete está intermediando comercialmente. Não negociamos tarifa em seu nome, não temos cooperativa de volume, não revendemos frete. O app é a camada que pergunta “quanto custa e quanto demora” na fonte certa e mostra a resposta na página do produto, no carrinho, na gaveta e no checkout.

Quando a cotação sai direto da origem do lojista, não existe custo nosso por consulta que precise ser repassado. E se não existe custo por consulta, cobrar por consulta seria inventar um medidor.

O que isso muda na prática

Você não precisa pensar em franquia. Campanha de Black Friday com dez vezes o tráfego normal não vira fatura surpresa. Cliente que digita cinco CEPs antes de comprar não consome nada.

Não há incentivo pra limitar onde o frete aparece. Apps que cobram por cotação têm razão pra mostrar o frete só no checkout, onde a consulta acontece uma vez. Nós temos razão pra mostrar na página do produto, onde o cliente decide, mesmo que isso signifique muito mais consultas.

O custo é previsível. Widget, Basic e Business são mensalidades fixas, em qualquer volume. A escada de planos é por recurso (onde o frete aparece, quais regras você controla), não por quantidade. Os detalhes estão em Planos .

Onde nosso custo está, então

Seria desonesto dizer que cotação não custa nada. Custa servidor, cache, monitoramento das integrações. A diferença é que esse custo é de infraestrutura, diluído, e não de intermediação por consulta. Um cache bem feito por CEP e modalidade faz a maior parte das consultas repetidas nem chegar na transportadora. É um custo que a gente absorve na mensalidade, como qualquer software.

O que não absorvemos, porque não existe, é custo comercial por cotação. E esse é o que gera franquia.

A pergunta certa pra fazer a qualquer app de frete

Não é “tem limite de cotações?”. É “de onde sai a tarifa?”.

Se a resposta é “da conta da plataforma”, o app está intermediando, e a cobrança por uso é natural. Você pode estar ganhando uma tabela que não teria sozinho, o que tem valor. Mas está pagando por cotação, e o frete na página do produto vai ser caro de oferecer.

Se a resposta é “do seu contrato ou da sua conta”, o app é uma camada de exibição e regras. A cobrança por uso não faz sentido, e você deve desconfiar se ela existir.

No Cota Frete, a resposta é sempre a segunda. Por isso não cobramos por cotação, e por isso não vamos começar a cobrar.

Última atualização: agosto de 2026